Nove pessoas acusadas de furtos em Ansião, Alvaiázere e Pombal

Por: Rita Ribeiro
19-02-2019


O Ministério Público de Leiria acusou nove pessoas de mais de meia centenas de crimes de furto qualificado, detenção de arma proibida, condução sem habilitação legal e receptação, revelou, recentemente, a Procuradoria da Comarca de Leiria.

O despacho de pronúncia exarado pelo juiz de Instrução Criminal da Comarca de Leiria refere que a um dos arguidos foi “imputada a autoria de 40 crimes de condução sem habilitação legal, quatro crimes de furto qualificado, um crime de furto qualificado, na forma tentada, quatro crimes de receptação, um crime de detenção de arma proibida e duas contra-ordenações”.

A uma arguida, a única mulher no processo, foram apontados “três crimes de receptação, dois crimes de detenção de arma proibida e duas contra-ordenações”. Os restantes arguidos são acusados, entre outros, “dos crimes de furto qualificado, ameaça agravada, receptação, detenção de arma proibida e várias contra-ordenações”.

O despacho refere que, entre 2013 e 2016, “os arguidos introduziram-se em residências e anexos, instalações de Juntas de Freguesia, barracões de exploração agrícola, uma capela e armazéns”, nos concelhos de Ansião, Alvaiázere e Pombal, no distrito de Leiria, e em Ourém e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém.

“Do interior de tais instalações retiraram vários bens, nomeadamente compressores, rebarbadoras, motosserras, aparelhos de soldar, roçadouras, martelos pneumáticos, geradores, berbequins, máquinas de sulfatar, vários litros de gasóleo, artigos de construção, televisores e veículos automóveis”, refere o despacho.

De acordo com o MP, dois dos arguidos estão indiciados de terem efectuado “a análise e reconhecimento de habitações potenciais alvos de furto, estudando as rotinas dos seus ocupantes e, após confirmarem a sua inexistência, procederam ao furto de bens que se encontravam no interior das mesmas”.

“Estes dois arguidos abordaram os indivíduos que se deslocaram à sua residência para venderem artigos de proveniência ilícita, informando-os das habitações que conheciam nas áreas limítrofes e que continham ouro, dinheiro e plasmas, disponibilizando-se a participarem com os mesmos na subtracção de bens que se encontrassem no interior daquelas, o que fizeram, assim se apropriando dos mesmos”, lê-se ainda no despacho.

Os dois primeiros arguidos e uma outra arguida, desde pelo menos o ano de 2013 e até 2016, na sua residência, no concelho de Alvaiázere, “venderam os produtos obtidos com os furtos praticados e compraram vários objectos de origem ilícita, designadamente peças de automóveis, electrodomésticos, equipamentos diversos, máquinas de construção civil, máquinas de sulfatar em cobre, motosserras e outras máquinas agrícolas, tendo revendido estes últimos por valor superior ao do da aquisição”.

Segundo o MP, alguns dos arguidos tinham em seu poder e nas suas residências diversos objectos, tais como armas de fogo, munições, reprodução de armas de fogo, aerossóis, sabres e baionetas.

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